Pâmella Oliveira fala sobre a sua segunda posição no Ironman 70.3 Bariloche 2018

Foto meramente ilustrativa. Foto: Erik Coser/Revista Alltrinews.

Pâmella Oliveira fala sobre a sua segunda posição no Ironman 70.3 Bariloche 2018

Conversamos rapidamente com a Pâmella Oliveira após a sua segunda posição no Ironman 70.3 Bariloche 2018 e a mudança gradual para o triathlon de longa distância.

O Ironman 70.3 Bariloche sempre chama a atenção dos brasileiros. Com lindas paisagens e uma grande e farta rede hoteleira, não poderia deixar de ser um excelente palco para o triathlon. Mas neste final de semana passado a prova argentina chamou a atenção pelo resultado Pâmella Oliveira.

Podemos dizer que a segunda posição da Pâmella foi mais do que especial. Ela conseguiu fazer a melhor natação do dia, o que não é surpresa. Mas foi na corrida da capixaba que saltou aos olhos dos céticos. Simplesmente Pâmella marcou a melhor corrida do dia (1h30’24”) frente às adversárias que também possuem umbom  repertório com os pés no chão e um background na ITU.

Sobre a prova, Pâmella relatou sobre as dificuldades na natação e no frio: “Eu não nadei tão bem. Acho que fui razoável, mas foi assim que deu para fazer. Eu não me sinto muito bem no frio e já fazia muito tempo que eu não competia e não treinava nessas condições. E acabou que eu senti um pouco.”

No ciclismo vimos a força das americanas prevalecer, o que fez a brasileira perder o contato. Alicia Kaye (EUA) e Dede Griesbauer (EUA) conseguiram colocar um gap de mais de sete minutos sobre a Pâmella. “Elas apertaram o ritmo, ficaram juntas e eu deixei abrir um pouco. Não consegui acompanhar. Ainda sinto que estou um pouco crua em fazer a marcação.”

Mas Pâmella contou com outro adversário no ciclismo, as rajadas de vento: “O vento contra me atrapalhou bastante. Sou uma atleta forte que teoricamente me dou bem contra o vento, mas como estava tendo muito rajada (…) tive, assim, dificuldades. Acabei me atrapalhando bastante e nem consegui fazer a força que eu queria.”

Na corrida a história começou a modificar-se, porém Pâmella Oliveira só se deu conta do que poderia fazer depois da metade da meia maratona, quando foi avisada que estava se aproximando das líderes. Fiquei bastante tempo no escuro, sem saber o que estava ocorrendo. Na metade da corrida, aproximadamente, eu recebi a informação, dos brasileiros que estavam torcendo, que eu tinha buscado bastante e que estava apenas 2’30″ atrás. Foi aí que acreditei que poderia alcançar a segunda colocada. Mas em momento algum eu pensei que poderia pegar a primeira colocada”, disse Pâmella.

A mundança gradual para o triathlon de longa distância

Depois de não vermos o nome da Pâmella no start list para a CAMTRI Sprint Triathlon American Cup, em Salvador, a pergunta é invevitável:

Revista Alltrinews – Você definitivamente está indo para o triathlon de longa distância e deixando o triathlon olímpico?

Ela respondeu:Realmente, desde 2017 que eu vim para Balneário Camboriú, foi pensando numa mudança gradual e natural para a longa distância, mas não impus nenhum dia e nem uma data especial para isso acontecer. Estou curtindo bastante os treinos e as provas nesta distância. Acredito que estou me adaptando bem e vamos ver (risos). Vai depender ainda. Eu ainda não consigo dizer que não quero fazer os jogos e que não aproveitaria esta oportunidade, mas se as coisas não acontecerem desta forma, eu estarei muito feliz em seguir o caminho para a longa distância que já comecei aos pouquinhos” completou Pâmella de forma muito madura e sincera.

Resultado Feminino Profissional Ironman 70.3 Bariloche
1 Alicia Kaye           4:42:33
2 Pamella Oliveira   4:43:29
3 Dede Griesbauer  4:45:49
Melhores parciais do dia
Natação: Pâmella Oliveira – 25’28”
Ciclismo: Dede Griesbaur – 2h33’10”
Corrida: Pâmella Oliveira – 1h30’24”

Por Erik Coser, editor e fotógrafo da Revista Alltrinews.

 

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