O melhor amador brasileiro no Ironman Florianópolis 2018

Foto: Arquivo Pessoal.

O melhor amador brasileiro no Ironman Florianópolis 2018

Marcos Calcic foi o melhor amador brasileiro no Ironman Florianópolis 2018. Conheça um pouco sobre a sua trajetório no triathlon e a conquista da tão sonhada vaga para Kona 2018.

Alguns vão ao Havaí para surfar, outros para apreciarem as lindas paisagens do seriado Havaí FIVE-O e, alguns mais, vão para Kona, concretizar um sonho, afinal, o arquipélago é bem interessante para aqueles que são triatletas.

Em 2018 o Ironman do Havaí completa 40 anos, um verdadeiro marco para a modalidade. Esse aniversário terá um gostinho especial para o participante brasileiro Marcos Calcic, 33, que não era nem nascido na primeira prova do Havaí, em 1978.

Depois de brilhar no Ironman Florianópolis, o triatleta se prepara para o seu maior desafio: correr, nadar e pedalar na ilha de Kona. “É minha primeira competição fora do país”, conta.

Ironman Florianópolis 2018

Marcos Calcic tem participado de diversos campeonatos no Brasil. Em sua última prova, realizada no final de Maio, seu resultado foi surpreendente, conquistando o 1º lugar na categoria M30/34 e o 2º lugar amador da prova, sendo o melhor brasileiro amador masculino (8:57:34).

Do Tênis ao Triathlon

O atleta é empresário e sempre gostou de esportes. Desde bem pequeno lia matérias de esporte no jornal, e jogava futebol e tênis. Justamente para melhorar seu desempenho no tênis, é que ingressou na nova paixão.

Segundo ele, após alguns meses de treino, sua esposa o inscreveu em uma prova de 10 km. “Eu nunca tinha corrido nem cinco!”, lembra o atleta. “Então comecei a treinar por conta própria para fazer a prova e, no fim, acabei gostando muito”.

Calcic relata que a corrida o ajudou no condicionamento físico. “No tênis, com o passar do tempo, minha performance começou a cair e usei a corrida para tentar melhorar meu condicionamento físico. Porém, por se tratar de um jogo bastante mental, senti que os resultados não eram mais os mesmos. Como sempre gostei de competir em alta performance, o esporte começou a se tornar um peso. Não me divertia mais. Foi aí que a corrida entrou na minha vida. Posteriormente comecei a pedalar e achei muito gostoso e divertido”, explica. “Sempre gostei bastante de natação, também havia feito quando pequeno”. Assim, uniu as três modalidades e se inscreveu para o primeiro Triathlon.

Com um pouco mais de um mês de treino, participou do Troféu Brasil, em 2016. Depois disso, bons resultados começaram a aparecer: O triatleta foi Campeão de 2017 no Circuito Triday Series, categoria 30/34 (distância Olímpica), foi 5º Colocado no seu age-group, do Ironman 70.3, do Rio de Janeiro, em 2017, classificando também para o campeonato mundial que será disputado no próximo mês de setembro de 2018, na África do Sul.

Em 2018 Calcic foi o melhor da sua categoria no GP Extreme (Etapa São Carlos-SP), distância 1000/100/10, e por fim o resultado de maior destaque: melhor Brasileiro Amador (2º Amador Geral), no Ironman Florianópolis 2018, Campeão na Categoria 30/34, além de decretar a sua classificação para o Campeonato Mundial de Ironman em Kona, Havaí.

Foto: Arquivo Pessoal.
Esporte Amador

Mesmo com tantas vitórias, o atleta explica que é difícil viver do triathlon. “O esporte amador não tem muito incentivo. Embora seja uma modalidade que dá muita visibilidade para os consumidores das grandes marcas, as empresas grandes dificilmente demonstram interesse. Atualmente recebo o apoio de algumas empresas e amigos, mas longe de ser o ideal para viver disso”, relata o atleta.

Entretanto, a dificuldade não o desanima. “Kona será uma grande conquista”. Segundo ele, poder representar o seu Brasil em um campeonato mundial é indescritível. “O mundial de Kona é o ápice do Triathlon, só de estar lá já será como um sonho. Espero poder fazer uma prova tão boa como fiz em Floripa!”

Outubro será um mês de grandes expectativas para o brasileiro. Quando questionado sobre a prática de surf, um dos principais esportes do Havaí, Calcic conta que gostava bastante quando era criança “É muito legal. Se tivesse alguém para me orientar, arriscaria sim pegar uns “jacarés” em Pipeline”, brinca. “Porém, minha vida hoje é 100% o Triathlon”, confessa.


Por Grabiela Petkovic, assessora de imprensa. Revisão final por Erik Coser, editor da Revista Alltrinews.

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