GWEN JORGENSEN VENCE EM DUELO COM A NICOLE SPIRIG NA RIO 2016

Foto: Katy Campana.

A PROVA DE TRIATHLON FEMININA NAS OLIMPÍADAS 2016 FOI CHEIA DE EMOÇÕES DO INÍCIO AO FIM, COM DISPUTAS DE POSIÇÕES, QUEBRA DE PELOTÃO NO DURO CICLISMO E CORRIDA COM DISPUTA OMBRO A OMBRO NAS PRIMEIRAS POSIÇÕES.

Finalmente, neste sábado, tivemos a confirmação do favoritismo de Gwen Jorgensen para a vitória Olímpica. Com mar da praia de Copacabana bem balançado pelo vento sul que apareceu neste sábado, a natação mostrou-se um pouco mais complicada do que ocorreu na prova masculina.  A espanhola Carolina Routier, liderou a natação,  fechando os 1500m com 19’01”. Routier foi seguida de perto pela brasileira Pâmella Oliveira, Katie Zaferes (USA), Andrea Hewitt (NZL), Mari Rabie (RSA), entre outras. Um grupo de aproximadamente 20 triatletas saiu junto da água e correram para a T1.

O temido percurso da prova olímpica carioca, com 8 voltas, passando pela orla de Copacabana e pelo morro do Cantagalo. No 1º pelotão estavam as favoritas ao pódio e as melhores ciclistas do circuito mundial, como Flora Duffy (BER), Nicola Spirig (SUI) e Gwen Jorgensen (USA). Pâmella Oliveira ficou neste grupo, durante as voltas iniciais, mas perdeu contato na subida da 3ª volta. A norte americana Sarah True (USA), sofreu com a fadiga e parou nas subidas do circuito, tentando voltar pedalando num ritmo muito lento pela subida da Av. Gastão Baiano, para logo em seguida, chorando, abandonar a competição olímpica.

Flora Duffy, como previsto, ditou o ritmo no início do ciclismo, mas foi Spirig, campeã olímpica em Londres 2012, a ciclista mais combativa, tentando diversas vezes realizar fuga a partir da 4ª volta. O grupo de 18 triatletas manteve-se junto até a entrada da t2, abrindo uma vantagem de 3’16” sobre o 2º pelotão.

A corrida teve quatro voltas na orla de Copacabana e com a torcida brasileira fazendo a festa, foi incrível ver o duelo entre Spirig e Jorgensen. Ambas, desde o início dos 10km, mostraram-se muito superiores às demais adversárias. Elas saltaram na frente e duelaram até a 3ª volta, quando reduziram o ritmo, iniciando uma cena inusitada em provas de triathlon: elas trocaram algumas palavras e pareciam, em algum instante, a discutirem, pois nenhuma das duas queria puxar o ritmo, até que, definitivamente, Jorgensen resolveu ditar o rimo, mas agora, no seu próprio passo, dando um ataque fulminante na quarta e última volta, o que a levou a assumir a liderança da prova. Ao aproximar-se da linha de chegada, ela olhou para trás e viu que estava com a medalha de ouro definitivamente nas suas mãos e, finalmente, abriu um sorriso. Emocionada, Jorgensen levantou a faixa de chegada e derramou algumas lágrimas de emoção.

Jorgensen terminou a prova com 1h56’16” deixando Nicola Spirig com a prata. Já a disputa pelo bronze ficou entre as britânicas Vicy Holland e Non Stanford, decidindo o pódio num sprint vencido por Holland. Bárbara Riveros (CHI) veio mais atrás, para ficar em quinto lugar e, a australiana Emma Moffatt, medalhista de bronze em Pequim 2008, fechou em sexto lugar.

A brasileira Pâmella Oliveira, emocionada, conseguiu terminar a prova na 40ª com o tempo final de 2h04’03”.

Veja aqui o resulado com as parcias da prova


por Alessandro Frizzera, analista de sistemas e triatleta amador.

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