CHALLENGE ROTH – A LUTA FEMININA PELA VITÓRIA EM 2016

Pódio Feminino em 2015 - Yvonne van Vlerken; Carrie Lester; Anja Beranek. (Foto por Stephen Pond/Getty Images for Challenge Triathlon).

GRANDES NOMES DO TRIATHLON FEMININO DISPUTAM NO DIA 17 DE JULHO A VITÓRIA NO CHALLENGE ROTH

Predizer quem irá vencer o CHALLENGE ROTH é sempre uma tarefa complicada. O maior triathlon do mundo sempre atrai as melhores triatletas, com vistas a entrar definitivamente na história do esporte. Só para termos uma ideia, triatletas como Chrissie Wellington, Mirinda Carfrae, Nicole Leder, Nina Kraft, Belinda Granger e Paula Newby – Fraser colocaram seus nomes no Pantheon do Triathlon mundial através de suas vitórias na famosa prova alemã.

Para a edição de 2016 do CHALLENGE ROTH, Yvonne van Vlerken poderá coroar a sua trajetória com mais uma vitória. Ao lado de Chrissie Wellington e  Paula Newby – Fraser, Yvonne possui três vitórias. Repetindo a performance do ano passado, ela será a primeira mulher do mundo a acumular 4 vitórias e, categoricamente, gravando o seu nome como a RAINHA DE ROTH.

Yvonne van Vlerkne é a triatleta mais experiente em Roth no start list desta edição. Com 6 participação no CHALLENGE ROTH, ela venceu em 2007, 2008 e 2015. E tudo leva a crer que está afiadíssima para mais uma vitória, obtendo excelentes desempenhos nesta temporada de 2016, vencendo o CHALLENGE WANAKA e o CHALLENGE RIMINI. Ao todo, Yvonne soma 11 vitórias em toda a sua carreira.

Sua tarefa não será nada fácil. Veremos uma verdadeira battle dog entre ela e CARIE LESTER, vice-campeã do ano passado, e ANJA BEREK, terceira colocada em 2015. Carie faz parte desta geração de triatletas australianas que se profissionalizaram em meados de 2010, ou seja, uma triatleta jovem, mas, ao mesmo tempo, experiente e com bastante rodagem em provas longas, somando importantes resultados, além de ter um background em provas curtas e resultados importantes no campeonato de longa distância da ITU nos tempos de amadora. Em 2015, ela venceu o CHALLENGE IXTAPA, ficou em segundo lugar no CHALLENGE HALF PENTICTON e em segundo no IRONMAN 70.3 Los Cabos. Mas o seu ápice na carreira veio no ano passado, com o segundo lugar no CHALLENGE ROTH.

Por outro lado, Anja Berek vem como a favorita dos alemães. Ela é conhecida em solo brasileiro, pois conquistou a 2ª posição no Ironman 70.3 Palmas deste ano. Em 2016, venceu o IRONMAN 70.3 Kraichgau e o CHALLENGE HALF FUERTEVENTURA. Ano passado, ela colecionou bons resultados, como o primeiro lugar no Ironman Wales e 3º lugar CHALLENGE ROTH.

Debutando em Roth, mas no páreo, não podemos deixar de ver a MERDITH KESSLER. A americana da fria cidade de Columbus, estado de Ohio, foi uma grande atleta durante a juventude, obtendo bolsa de estudos para cursar a universidade, em razão do seu talento no hokey e no atletismo. Depois de se formar em 2000, ela comprou sua primeira bicicleta e encarou um full-distance triathlon. Após esta experiência, Meredith já completou 56 full-distance ao redor do mundo, com 10 vitórias, além de vencer 20 half-distance. Este ano ela levou o título do IRONMAN Nova Zelândia, ficou em segundo no IRONMAN 70.3 Raleigh e em terceiro no IRONMAN 70.3 St. George.

Quem poderá surpreender é MARY BETH ELLIS. Para quem acompanha a história do triathlon, conhece o talento desta Americana – são 8 vitórias em provas de IRONMAN. Maratonista até 2005, antes de se tornar triatleta, ela foi diagnosticada com osteoartrite, com seu médico condenando-a a nunca mais correr. Indo contra as prescrições médicas, Mary entrou para o triathlon, brilhando em provas curtas e obtendo vitórias para a seleção americana de triathlon. Mas o seu talento ainda estava para ser revelado e quem o descobriu foi o famoso treinador Brett Sutton.

Preparando-a para provas de longa distância, rapidamente Mary Beth destacou-se no primeiro IRONMAN que fez, na Áustria, terminando a prova com 8h43min, ou seja, obtendo o recorde da prova em 2011. Isso mesmo, em seu primeiro IRONMAN, ela não só venceu, mas também marcou o recorde da prova (depois superado por Linsey Corbin e, há duas semanas atrás, por Mirinda Carfrae,). Em 2013, ela sofreu um acidente de bike a um mês da prova de Kona, tendo que passar por uma cirurgia no ombro. Mesmo assim, ela largou na prova havaiana, mas abandonou a competição depois do ciclismo. Beth possui inúmeras vitórias e recordes em diversas provas. Fica difícil enumerar tudo o que ela já fez. Seus resultados em 2015 foram: campeã mundial no ITU LONG DISTANCE,  1ª no CHALLENGE DINAMARCA, 3ª no CHALLENGE BATEMAN’S BAY e 9ª no IRONMAN HAWAII.

Outros nomes importantes do triathlon feminino estarão na prova e abordaremos em próxima matéria. Infelizmente, não temos uma representante brasileira inscrita na elite.

 

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