Bloggando com Pâmella Oliveira

Foto: Erik Coser.

Há quem diga que em casa de ferreiro o espeto é de pau… Bom, eu considero Floripa a minha casa e acho que fiz jus a palavra Iron nesse último 70.3 Floripa em abril e pretendo ir com essa mesma força para o full agora dia 26.

Após Bariloche, a preparação encaixou bem melhor e pude sentir grande evolução nos treinos, sabia que seria diferente dessa vez. Os treinos específicos pro IM deram logo um UP no meu ciclismo e pude constatar isso na prova de 70.3. Outra coisa que pude perceber também, foi que eu já não lembrava do ritmo, hehe… desde a etapa da natação, senti meus batimentos muito acelerados, bem estranho. No ciclismo isso se manteve, mas segui controlando a potência e ignorando o coração e respiração. Na corrida, não foi tão fácil seguir o plano, já comecei um pouco mais lento na tentativa de controlar a respiração e encaixar um bom pace, mas me mantive assim mais lenta do que eu queria. Acho que foram muitas horas em “pace iron” que dificultaram um pouco subir a zona de esforço.

Passado a prova, ainda (ou só) tínhamos 4 semanas pela frente. Três dias depois, já estava indo pra um camp na Serra do Rio do Rastro. Foram dias duros que foi possível subir mais um degrau na preparação. No geral, tive treinos bons e outros nem tanto, como todo mundo. Aqueles dias em que você tem a certeza de que vai arrasar e aqueles que você duvida da sua capacidade e acha que no dia da prova vai pagar o maior mico. Mas posso dizer que aprendi alguma coisa sobre essa distância durante esses treinos e com a aproximação da prova, não sinto como se fosse fazer algo fora do normal no dia 26 de maio, parece só mais um dia de competição como tantos outros.

Fiz minha última avaliação corporal, que estava ótima por sinal. 11% cravado de gordura, 7,2kg de gordura e 15,7kg de massa magra. Só estive melhor antes do Mundial 70.3 do ano passado, cerca de 500g a menos de gordura, o que pra um IM não é grave. Meu peso…deixa pra lá, hehe… vou tentar não pensar nisso essa semana. Agora que já fizemos tudo, só resta descansar e focar todo meu poder de sofrimento nos últimos 10km de corrida do meu primeiro Ironman full.


Por Pâmella Oliveira, triatleta profissional brasileira, com duas participações olímpicas e quarta melhor atleta no mundial do Ironman 70.3 2018.

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